Vacina tríplice viral pode reduzir sintomas da Covid, diz estudo em fase inicial

Pesquisa da UFSC indicou que 83% dos participantes vacinados ficaram assintomáticos.

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A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) anunciou que os primeiros resultados da pesquisa que analisa o uso da vacina tríplice viral contra o coronavírus mostraram redução dos sintomas. As evidências preliminares da primeira etapa, que teve início em agosto, foram anunciadas quinta-feira (1º).

Cerca de 400 profissionais de saúde voluntários da Grande Florianópolis participaram desta etapa inicial do estudo. Uma parte do grupo recebeu a vacina tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola e faz parte do calendário nacional de imunização — e a outra, uma substância inativa chamada placebo. Eles não sabiam quem havia recebido a vacina e quem havia recebido o placebo.

De acordo com a universidade, entre os participantes da pesquisa que foram diagnosticados com a Covid-19, foi observado que:

  • entre os vacinados, 83% ficaram assintomáticos;
  • entre os que tomaram placebo, o índice caiu para 50% de profissionais sem sintomas.

Para o coordenador do projeto, o médico Edison Fedrizzi, embora longe de ser definitiva, a evidência apontada pelo resultado preliminar mostra que a vacina pode proteger contra a evolução da doença ou mesmo ajudar na prevenção. A pesquisa tem outras etapas a serem cumpridas, que estão previstas para ser realizadas até dezembro.

Segundo a UFSC, resultados mensais devem ser divulgados até o fim do estudo. Além deste, a universidade tem outro estudo em andamento que avalia o desempenho da vacina BCG recombinante.

Além dos profissionais da UFSC, o estudo é realizado por pesquisadores do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), com cerca de R$ 100 mil para o desenvolvimento.

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