Uso de Blitz divide opiniões em Sinop

Apesar das autoridades classificarem como uma medida necessária, há quem discorde e ache a ação dispensável

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Legenda: Blitz feita por PM e Guarda com testes do bafômetro para evitar acidentes com mortes –Sinop Bispo Dom Henrique e André Maggi

Por: Julia Briante

A utilização de blitz como prevenção, vem dividindo opiniões dos sinopenses. Para muitos motoristas a polícia deveria usufruir de seu tempo com outros fins. Já a corporação alega que a fiscalização tem o objetivo de proteger vidas, além garantir segurança e fluidez no trânsito.

Em Sinop uma prática vem sendo bastante comum avisar os pontos de blitz pelas redes sociais, especialmente em grupos do aplicativo WhatsApp.

Quando questionada sobre o tema a sargento da Polícia Militar Lucélia Alves Dos Santos salientou que apesar de não ter uma lei específica referente essa prática, a divulgação apenas prejudica o serviço da polícia o que possibilita a repercussão de acidentes ou até mesmo a disseminação da criminalidade.

“Quem atenta a segurança pública e atrapalha algum tipo de serviço essencial ou de atendimento básico para a população está descumprindo o código 265 da Constituição Penal o que configura em um crime”, afirmou a sargento.

Apesar das autoridades classificarem como uma medida importante e necessária, há quem discorde e ache a ação dispensável.

“Eu acredito que blitz é uma atitude desnecessária, se fomos analisar, teria muitas outras coisas indispensáveis para os policiais fazerem como desvendar roubos, mortes ou acidentes”, destacou o maquinista Wellington Maia.

Já o Cabo da Polícia Militar Genoir afirmou que o trabalho dos militares é fundamental na prevenção de crimes e captura de foragidos.

“Se um suspeito rouba um carro ou clona uma placa assim que ele passa pela fiscalização o veículo é apreendido, até mesmo se o motorista for um foragido. Porque não é feita só a checagem do veículo, mas também é feita a conferição das pessoas. Se a população divulga obviamente os suspeitos não vão passar na blitz”, alertou Genoir.

Para o motorista Andrew Mousquer, os policiais estão fazendo seu trabalho com a fiscalização das irregularidades, mas que diversos aspectos deveriam ser relevados durante a operação.

“Apesar de concordar com a prática acredito que algumas atitudes deveriam ser analisadas com cautela pelos policias. A documentação de veículo não deveria ser um fundamento para se prender o veículo”, ponderou Andrew.

De acordo com a Advogada Brenda Licia ao alertar sobre os locais onde há policiamento ostensivo e blitz, se presta um desserviço à população. E essa ação pode ser considerado um crime

“Quem praticar essa ação pode ser enquadrado por atentado contra a segurança ou ao funcionamento de serviços de utilidade pública e o delito pode ter como punição a reclusão inafiançável de um a cinco anos além de multa”, afirmou Brenda em seu artigo ‘Alertar sobre a presença de blitz pelas redes sociais é crime’.

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