Saque emergencial do FGTS é pago nesta segunda-feira a nascidos em maio

Caixa Econômica Federal faz o depósito na conta Poupança Social digital, sendo impossível, neste momento, sacar ou transferir o dinheiro

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A Caixa Econômica Federal deposita nesta segunda-feira (27/7) o saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aos trabalhadores nascidos em maio.

O dinheiro, que pode chegar a R$ 1.045 por pessoa, estará disponível na conta Poupança Social criada pelo banco aos 60 milhões de brasileiros que vão receber o FGTS.

As movimentações devem ser feitas pelo aplicativo Caixa Tem. Neste primeiro momento, é possível fazer somente o uso digital do valor, como pagar boletos e contas de energia, água e telefone, por exemplo.

Saques e transferências estarão bloqueados. Para os trabalhadores nascidos em maio, essas opções estarão disponíveis apenas a partir do dia 19 de setembro.

No entanto, é possível antecipar saques e transferências do FGTS, de forma segura e legal, por meio de bancos digitais

Cronograma

O calendário de pagamento está organizado de acordo com a data de nascimento. Nas últimas quatro semanas, foi a vez dos trabalhadores nascidos em janeiro, fevereiro, março e abril receberem.

O dinheiro tem sido liberado toda segunda-feira. Quem nasceu em janeiro, já pode sacar o dinheiro, uma vez que a Caixa liberou essa opção nesse sábado (25/7). Veja o calendário:

 

Calendário do saque emergencial do FGTS
Calendário do saque emergencial do FGTS
Posso recusar?

Trabalhadores podem recusar a transferência do saque emergencial para a Poupança Social. Para isso, é necessário comunicar sobre a escolha por meio do aplicativo ou do site do FGTS. A solicitação deve ser feita até dez dias antes da liberação do crédito.

Caso a pessoa perdeu o prazo e não quer retirar o dinheiro, é possível pedir que o valor retorne para a conta do FGTS. Segundo a Caixa, o recurso voltará em até 60 dias, com correção monetária.

Se a Poupança Social digital não sofrer movimentação até o dia 30 de novembro deste ano, os valores retornarão à conta FGTS do trabalhador, devidamente corrigido e sem nenhum prejuízo ao trabalhador, segundo a Caixa.

Vale a pena?

Mas, afinal, quando vale a pena fazer o saque emergencial do FGTS e quando não? O coordenador do MBA de gestão financeira da FGV, Ricardo Teixeira, explica que o FGTS está hoje entre os investimentos conservadores mais rentáveis.

Por isso, o especialista em finanças pessoais avalia como interessante a escolha por deixar o dinheiro no fundo caso o trabalhador não esteja precisando. “Deixar esse dinheiro agora pode ser uma boa aplicação conservadora, inclusive rendendo mais do que outras”, comenta o especialista.

O educador financeiro Jônatas Bueno, por sua vez, alerta para a oportunidade que o governo dá ao liberar o saque emergencial do FGTS e indica às pessoas avaliar que, mais à frente, podem não ter mais esse dinheiro disponível.

“Nominalmente, o FGTS é do trabalhador, mas na maior parte fica retido e a pessoa pode não ter acesso a esse dinheiro em outras situações, como em alguma emergência, ausência de renda ou uma despesa inesperada, como gastos em saúde”, explica Bueno.

Posso recusar?

Trabalhadores podem recusar a transferência do saque emergencial para a Poupança Social. Para isso, é necessário comunicar sobre a escolha por meio do aplicativo ou do site do FGTS. A solicitação deve ser feita até dez dias antes da liberação do crédito.

Caso a pessoa perdeu o prazo e não quer retirar o dinheiro, é possível pedir que o valor retorne para a conta do FGTS. Segundo a Caixa, o recurso voltará em até 60 dias, com correção monetária.

Se a Poupança Social digital não sofrer movimentação até o dia 30 de novembro deste ano, os valores retornarão à conta FGTS do trabalhador, devidamente corrigido e sem nenhum prejuízo ao trabalhador, segundo a Caixa.

Vale a pena?

Mas, afinal, quando vale a pena fazer o saque emergencial do FGTS e quando não? O coordenador do MBA de gestão financeira da FGV, Ricardo Teixeira, explica que o FGTS está hoje entre os investimentos conservadores mais rentáveis.

Por isso, o especialista em finanças pessoais avalia como interessante a escolha por deixar o dinheiro no fundo caso o trabalhador não esteja precisando. “Deixar esse dinheiro agora pode ser uma boa aplicação conservadora, inclusive rendendo mais do que outras”, comenta o especialista.

O educador financeiro Jônatas Bueno, por sua vez, alerta para a oportunidade que o governo dá ao liberar o saque emergencial do FGTS e indica às pessoas avaliar que, mais à frente, podem não ter mais esse dinheiro disponível.

“Nominalmente, o FGTS é do trabalhador, mas na maior parte fica retido e a pessoa pode não ter acesso a esse dinheiro em outras situações, como em alguma emergência, ausência de renda ou uma despesa inesperada, como gastos em saúde”, explica Bueno.

 

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