Desde o início de 2021 o salário mínimo foi reajustado tomando como base uma inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 5,26%. Essa porcentagem corresponde a um aumento de 55 reais.
O INPC mede a inflação de famílias com rendimento mensal de um a cinco salários, cuja pessoa de referência é assalariada. Esse é o índice que reajusta também os benefícios do INSS acima do mínimo.
No entanto esse reajuste pode ser enxergado de maneira diferente se observarmos os valores e produtos que também foram inflacionados. O economista Feliciano Azuaga destacou que ao olhar de maneira global quem ganha menos vai sofrer ainda mais com a alta dos produtos.
“Nesse mês, os aluguéis acompanham o euro. Esse indicador subiu mais de 20%. E os alimentos subiram em média 13% segundo o IBGE. Então os preços dos itens básicos, aluguel, alimentação tiveram um aumento muito, mais alto do que o salário mínimo que foi reajustado… A solução é tentar se esquivar com produtos mais econômicos no mercado”, alertou Feliciano.
O economista lembrou ainda que os valores dos produtos de maior inflação, depende do desenvolvimento do mercado, como exemplo o da China, mas que os fornecedores brasileiros estão procurando alternativas para baratear os produtos.
