
Outros dois casos são dos municípios de Tesouro e de Nova Brasilândia, que devem ser contabilizados nas respectivas regiões.
Por André Gianocari e Rogério Júnior, TV Centro América e g1 MT
A Prefeitura de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, confirmou nesta quarta-feira (22), que um paciente do município morreu por leishmaniose visceral e outro está sendo investigado por suspeita da doença. Outros dois casos são de Tesouro e Nova Brasilândia, que devem ser contabilizados nas estatísticas dos respectivos municípios.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que o morador da cidade que teve a morte pela doença confirmada era do Bairro São Sebastião.
Atualização:
Nesta terça-feira (21), a prefeitura havia informado, inicialmente, que se tratava de duas mortes no município e uma terceira estava sob investigação. Nesta quarta-feira (22), a administração informou que são, na verdade, três mortes registradas na cidade, sendo apenas uma confirmada como sendo de um morador de Rondonópolis e outro segue sob análise. As demais mortes, apesar de terem ocorrido na cidade, serão contabilizadas nos respectivos municípios dos pacientes.
A doença
Conforme a secretaria, a cidade é considerada endêmica para a doença, o que significa que pode afetar toda a população da região. A leishmaniose é transmitida por um mosquito que se prolifera em locais com sujeira.
A prefeitura informou que tem feito mutirão de limpeza nos bairros onde os casos foram registrados. A prevenção contra a doença é feita pela higiene e, conforme a adminstração, basta tomar os mesmos cuidados com a dengue que o mosquito não se prolifera.
A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa causada pelo protozoário Leishmania chagasi. A transmissão acontece quando fêmeas dos ‘mosquitos-palha’ picam cães ou outros animais infectados, e depois picam o homem, transmitindo o protozoário.
Os sintomas em humanos são febre, perda de peso substancial, inchaço do baço e do fígado e anemia. Se não for tratada adequadamente, a doença pode ser fatal em 90% dos casos, conforme especialistas da área.
Já os cães podem apresentar emagrecimento, vômitos, fraqueza, queda de pelos, crescimento das unhas e feridas no focinho, orelhas e patas.
Cuidados contra a doença
Não existe uma única forma de prevenção contra a leishmaniose. Por isso, são necessários alguns cuidados:
- Eliminar possíveis criadouros do mosquito-palha, como retirar matéria orgânica do quintal e não deixar lixo acumulado;
- Limpar ambientes que tenham fezes de animais;
- Usar coleira repelente para cachorros;
- Implantar telas nas janelas quando o bicho fica dentro de casa;
- Evitar passeios noturnos com os animais. Ao anoitecer, o mosquito apresenta maior atividade.