“O suicídio é a falência da esperança”, diz psicóloga

"Eu me vi sem um pingo de esperança de nada, num verdadeiro limbo e cheguei a questionar minha existência"

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Transtornos mentais, depressão e ansiedade. Essas doenças ganharam destaque após a obrigatoriedade do isolamento social, e os riscos provenientes da pandemia.

Com a vida agitada sem muito tempo para pensar em cada passo a jornalista – personagem da nossa história- se viu freada bruscamente pelas mudanças da rotina e ainda preocupada com a família que em sua maioria está no grupo de risco por conta da idade.

Ela conta que já apresentava alguns sintomas da depressão, como dispersão, falta de perspectiva e alguma angustias muitas vezes não justificadas.

“Mas quando vieram esses medos ainda maiores e reais foi quando eu percebi que precisava seriamente de ajuda. Na verdade foi que eu me vi sem um pingo de esperança de nada, num verdadeiro limbo e cheguei a questionar minha existência”, disse ela.

Essa história infelizmente não né a única, o suicídio ainda é considerado tabu na sociedade e psicólogos alertam para os mitos sobre o assunto como por exemplo, que a mídia não pode falar sobre o tema, pois isso aumentaria a ocorrência de casos.

O Conselho Federal de Medicina alerta que a imprensa tem um papel crucial na disseminação de informação. Com participação social de abordar o tema e que isso não aumenta o risco de mortes, podendo ainda conscientizar vítimas de depressão a procurarem ajuda.

O Conselho Federal de Medicina alerta que a imprensa tem um papel crucial na disseminação de informação. Ainda de acordo com a instituição a participação social da imprensa ao abordar o tema, reflete em uma maior conscientização a respeito dos sintomas caindo por terra a sensação de que a simples abordagem do suicídio aumentaria o risco de mortes, podendo ainda conscientizar vítimas de depressão a procurarem ajuda.

De acordo com a psicóloga Andréia Bertolini, que atua no atendimento clinico há 21 anos, a grande maioria das pessoas que cometem suicídio apresentam transtornos, e que estes muitas vezes não são identificados pelo próprio indivíduo ou por familiares, o que torna a identificação das vítimas em potencial uma tarefa complexa.

A psicóloga também complementa que, as campanhas de conscientização como o Setembro Amarelo por exemplo foram elaboradas com conteúdos especiais, que orientam não só as pessoas que sofrem de depressão, mas também auxilia familiares e amigos na identificação de possíveis suicidas. Assim como as direciona sobre como prosseguir nestes casos.

Por isso o diálogo sobre o tema torna-se tão importante, o Centro de Valorização da Vida (CVV), realiza atendimentos á quem sinta necessidade de conversar; trabalhando com o apoio emocional e de prevenção ao suicídio, o CVV pode ser contatado 24 horas por dia pelo número 188.

As campanhas de conscientização, associadas a uma identificação prévia da família podem ser responsáveis por salvar vidas.

 A data

Nesta quinta feira(10) celebra-se o dia mundial de prevenção ao suicídio, neste ano o tema é “Trabalhando juntos para prevenir o suicídio”. A data foi escolhida para representar o mês, que é conhecido como setembro amarelo e é inteiramente dedicado à causa.

O objetivo do lema se refere ao trabalho em conjunto para a alcançar a conscientização sobre a pauta e assim prevenir o suicídio.

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