O Brasil é o segundo país que mais realiza procedimentos estéticos no mundo

A imposição da imagem, tanto pela mídia quanto pela sociedade pode está ligada a esse consumo

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Imagem Internet

O Brasil é o segundo país que mais realiza procedimentos estéticos cirúrgicos, perdemos apenas para os Estados Unidos. De acordo com o último relatório da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) os procedimentos estéticos no Brasil correspondem 7,1% do número de intervenções cirúrgicas feitas no mundo todo.

Uma pesquisa feita pela empresa de marketing SemRush, levantou informações com base nos procedimentos mais pesquisados pelos brasileiros em plataformas digitais. Essa análise informou que; limpeza de pele, bichectomia, depilação a laser, preenchimento com ácido hialurônico e lipoaspiração, são os mais procurados.

Um levantamento feito pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (Isaps) aponta que, em 2015, foram realizadas 9,6 milhões de cirurgias estéticas. A lipoaspiração entra como a segunda no ranking desse tipo de intervenção, correspondendo a 14,5% do total (1,4 milhão), desbancada apenas para a colocação de próteses de mama (quase 1,5 milhão ou 15,4% do total).

O questionamento de muitos especialistas é a ligação cada vez mais crescente com a indústria estética. Para a psicóloga Vanessa Tasse, a imagem corporal, como o indivíduo se vê, está diretamente ligada a autoestima e satisfação pessoal, então quando o mesmo se encontra insatisfeito com alguma de suas características sua autoestima é diretamente afetada.

“Hoje um dos principais fatores que tem influenciado em procedimentos cirúrgicos é a imposição da imagem, tanto pela mídia quanto pela sociedade, de que um corpo precisa ser magro, malhado, definido ou musculoso para que essa pessoa seja feliz”, destacou Vanessa.

A psicóloga alertou ainda, que a imposição estética feita pela mídia, pode causar transtornos como o alimentar, bulimia, anorexia e dismórfico corporal.
Recentemente o caso da digital influencer Liliane Amorim, chamou atenção, a jovem faleceu no dia 24 aos 26 anos, após complicações causadas por uma lipoaspiração. Posteriormente muitas influenciadoras se posicionaram e alertaram em suas redes sociais, sobre os riscos omitidos no pós-operatório de procedimentos estéticos.

Um estudo feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) informou que a taxa de mortalidade para lipoaspiração é de 19 mortes para cada 100.000 cirurgias realizadas.
A psicóloga, pontuou que antes de realizar um procedimento estético, o paciente precisa pesquisar, fazer acompanhamento e ter consciência dos riscos provocados por cada intervenção.

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