Por: Redação/Assessoria
Depois de ver o filho recém-nascido na Terapia Intensiva (UTI), recebendo doação de sangue, a assessora jurídica da unidade de Aquisições e Contratos da Defensoria Pública, Larissa Pinho, afirma que sentiu na pele que há coisas que o dinheiro não compra. E uma delas, é o sangue. Movida por essa percepção, ela virou doadora e hoje tenta sensibilizar os outros para que façam o mesmo.
Foi imbuída do sentimento de necessidade e solidariedade, que ela buscou apoio da Administração Superior para que o órgão firmasse um termo de compromisso com o Hemocentro do Estado de Mato Grosso, que disponibilizará o ônibus de coleta externa, o Hemobus, na sede da DPMT, no dia 17 de setembro, das 8h às 12h e das 13h às 16h30.
Na ocasião, servidores, defensores e seus parentes poderão fazer a doação, destinada ao fortalecimento do estoque de sangue usado por pessoas que têm problemas de saúde graves, crônicos, que passam por cirurgias, traumas, acidentes e situações de urgência e emergência.
O MT Hemocentro é o único banco de sangue público de Mato Grosso, responsável pelo fornecimento de bolsas de sangue e derivados para os hospitais e prontos-socorros do Estado. O serviço é totalmente custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Meu filho precisou passar 15 dias numa UTI, ao nascer, por causa de um problema grave. Lá, recebeu sangue de alguém que ignoro, mas que ajudou a salvar a vida dele com um gesto de solidariedade. Até ali, eu nunca tinha pensado em doar sangue, mas quando o problema aconteceu com meu filho, senti na pele o quanto essa atitude de se doar, doar vida aos outros, é essencial e faz diferença”, recorda.
Hoje, o filho de Larissa tem três anos e vive saudável. “Muita gente tem receio de doar, medo. Mas é algo simples e que traz o benefício de salvar vidas. O primeiro subdefensor público-geral, Rogério Freitas, achou a ideia importante, assim como toda a Administração, e nos autorizou a buscar a parceria para estimular os servidores da Defensoria Pública a doarem”, lembra.
De cada doador pode ser retirado até 450 ml de sangue. E todo o processo ocorre com segurança, explica a gerente de doação do Hemocentro, Camila Gonçalves. “Quando é feito o processamento de uma bolsa de sangue são separados quatro hemocomponentes, hemácias, concentrado de plaquetas, plasma fresco congelado e crioprecipitado, por isso, dizemos que com uma bolsa podemos ajudar até quatro pessoas”, informa.
Quanto ao medo, Camila explica que tudo é feito com muito cuidado e segurança. “A equipe do Hemobus é composta por três técnicos de enfermagem, uma enfermeira e um médico e tudo é muito tranquilo. Mas, se a pessoa tiver qualquer mal estar, recebe atendimento na hora”.
Ela lembra que parcerias como as feitas com a Defensoria têm ajudado muito o órgão a manter os estoques de sangue, mesmo diante da alta procura. “O positivo é que temos ótimos parceiros e por isso, nossa agenda está preenchida até novembro. Os tipos de sangue cujo estoque está crítico hoje são o ‘O-’ e ‘B-’”, conta.
“Doar sangue é um ato de solidariedade, já que ele não é comercializado no Brasil e só quem já precisou sabe o quanto é importante. Meu filho teve um problema grave de saúde, precisou de várias bolsas de sangue, infelizmente, ele não sobreviveu. Mas sou eternamente grato a todos que atenderam nossos pedidos naquela época”, relata o coordenador administrativo sistêmico, Agnaldo dos Santos, que precisou de doações para o filho, Douglas dos Santos, no ano passado.
Para saber mais sobre a importância da doação, quais as recomendações antes de doar, quem não pode doar em qualquer hipótese, clique aqui. Para saber sobre o sangue e os tipos sanguíneos, clique aqui.
