De acordo com a Professora de Antropologia, Sociologia, Filosofia e Direitos Humanos e Questões Étnico Raciais, Simone Siqueira, o Feminismo é um movimento social que surgiu durante a revolução francesa e que foi se fortalecendo com o passar dos anos, principalmente com a revolução industrial. Especialmente porque durante esse período as mulheres começam a trabalhar nas fábricas e iniciam a luta pelos seus direitos.
Ela lembra que o feminismo, é basicamente uma luta pelo direito de igualdade entre os gêneros, nunca foi uma questão da mulher ser superior ao homem, mas sempre de abordar a pauta da igualdade política e civil.
No passado o patriarcalismo foi muito forte, fixando principalmente a questão da submissão e exclusão da mulher dentro da sociedade no que desrespeito a tomada de decisão e liderança.
“Todos os direitos que temos conquistados, como voto, liberdade de trabalho direito ao divórcio entre outros, foram adquiridos após a luta de inúmeras mulheres feministas”, afirmou a professora.
No entanto, no Brasil temos muitos grupos antifeministas, especialmente porque confundem o movimento com o femismo.
Mas o que seria o Femismo? Simone explica que esse movimento prega superioridade feminina, digamos que é um ideia de que a mulher é superior ao homem (parecido com que foi impulsionado no machismo). Nessa ideologia, é buscado a inversão da lógica do patriarcado, almejando construir uma sociedade matriarcal, em que o poder é exercido somente por mulheres.
“E esse não é objetivo do movimento feminista, e isso gera a intolerância ao que é considerado nobre. A questão mais preocupante é a “mesclagem” entre ambos os movimentos. Qualquer ação que cause exclusão ou intolerância não pode ser considerado feminista”, pontuou.
