Dona de casa faz cirurgia para curar ferida necrosada no pé durante 16ª Edição do Ribeirinho Cidadão

Após buscar assistência médica em Posto de Saúde e não conseguir solução para o ferimento, ribeirinha de 43 anos é atendida por cirurgião da Marinha e após cirurgia recebe diagnóstico de cura em dez dias

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Após buscar assistência médica em Posto de Saúde e não conseguir solução para o ferimento, ribeirinha de 43 anos é atendida por cirurgião da Marinha e após cirurgia recebe diagnóstico de cura em dez dias
Marcia Oliveira | Assessoria de Imprensa/DPMT
Ribeirinha de 43 anos consegue fazer cirurgia durante Ribeirinho Cidadão – Foto por: Bruno Cidade
Ribeirinha de 43 anos consegue fazer cirurgia durante Ribeirinho Cidadão
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A ferida aberta no pé e em processo de necrose há dois meses, mesmo após uso de antibiótico e de ter feito sutura em Posto de Saúde, levou a dona de casa Valéria de Oliveira, 43 anos, a buscar atendimento no terceiro dia da 16ª Edição do Ribeirinho Cidadão, na manhã desta quinta-feira (13/4), na comunidade de Porto Brandão, em Barão de Melgaço. No navio da Marinha, ela passou por uma pequena cirurgia e segundo o cirurgião médico, em dez dias, terá o pé curado.


Idealizado e organizado pela Defensoria Pública (DPMT) e Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ), o Ribeirinho Cidadão leva atendimento jurídico, médico, de seguridade social, identificação pessoal, de vacinação, assistência social e outros, para mato-grossenses que vivem às margens do Rio Cuiabá, em locais de difícil acesso, onde a presença do Estado é precária.

“Dentro de todo conjunto de necessidades que eles têm, o Ribeirinho Cidadão representa a chance de resolver, no lugar onde eles moram, sem custos com transporte e pagamentos de serviços, problemas jurídicos, como os oferecidos pela Defensoria Pública e também casos de saúde como o relatado acima, que já estava se agravando. Isso mostra que vale todo o esforço, empenho e trabalho das equipes que estão aqui para fazer esse atendimento”, afirmou o secretário executivo da DPMT, defensor público Clodoaldo Queiroz.

Valéria foi atendida pelo cirurgião-geral da Marinha, Tierre Gonçales, que explica que o procedimento feito na dona de casa exigia o trabalho de um cirurgião e por isso, não seria resolvido num Posto de Saúde. Ela feriu o pé após um acidente de moto.

“O projeto Ribeirinho Cidadão traz para essas pessoas, em suas casas, profissionais especializados aos quais elas não teriam acesso de outra forma. Atendi aqui um menino de cinco anos que tivemos que operar o pé, porque ele pisou num prego e a ferida infeccionou. Ele sentia dor e não pisava normal há dois meses também. Com duas pequenas cirurgias, resolvemos traumas que poderiam se agravar”, afirmou Gonçales.
Além das cirurgias, no mutirão os moradores de Porto Brandão e região têm acesso aos serviços de dois clínicos gerais, três dentistas e a exames rápidos para detecção de sífilis e gravidez. Os que precisam de medicação também deixarão o local atendidos. “Com o navio de Assistência Hospitalar Tenente Maximiano conseguimos atender a população num raio de 10 a 15 km de onde ancoramos e em 14 anos de atendimento em mutirões ajudamos 34 mil pessoas”, disse o comandante da embarcação, o oficial hidrógrafo da Marinha, Eduardo Dubeux.
Jurídico Ágil – O pescador Benedito Joaquim da Silva, 46 anos, outro dos atendidos no terceiro dia do projeto, conseguiu se desvincular oficialmente da ex-esposa, com um divórcio consensual, em tempo recorde. A defensora pública que atua na Infância, em Cuiabá, e atende no mutirão desde o primeiro dia do evento, Claudineia Queiroz, informa que um processo de divórcio como o dele, onde as partes moram em cidades diferentes, levaria de seis meses a um ano para ser concluído. No mutirão, Benedito deixou o local com o documento homologado.

“Ele afirma que a ex-esposa já tem outro marido, mora em Tocantins e precisa do divórcio oficial. Formalizamos a ação, encaminhamos para o juiz e coordenador do Ribeirinho Cidadão pelo TJ, José Antônio Bezerra Filho. Ele realizou uma audiência com chamada de vídeo, para verificar a vontade dela na separação, e após colher essa informação, o documento foi homologado. O passo seguinte foi encaminhar o processo para a Vara de Família da comarca de Santo Antônio, para que comuniquem o Cartório e o divórcio seja averbado”, explicou a defensora.

Facilidade – Caso não procurasse o Ribeirinho Cidadão, Benedito teria que percorrer 91 km até a comarca de Santo Antônio do Leverger, para solicitar a abertura do processo de divórcio no Núcleo da Defensoria Pública daquele município. “O uso da tecnologia e do trabalho em conjunto com os outros órgãos num único lugar deixa tudo muito ágil e ele poderá, caso queira, deixar o mutirão com o novo modelo de identidade”, concluiu a defensora.

A caravana conta com o apoio de parceiros como o Corpo de Bombeiros, Politec, Receita Federal, Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), Exército e Marinha do Brasil. A 16ª edição do Ribeirinho Cidadão segue o formato de envio de equipes de trabalhadores por terra, para organizar e prestar atendimentos, com oferta de serviços de saúde em embarcações da Marinha.

Marcia Oliveira | Assessoria de Imprensa/DPMT

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