Bolsonaristas que atuavam em atos golpistas são alvo de operação da PF

PF cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas de Rafael Yonekubo, Analady Carneiro e Adavilso Azevedo, em Cuiabá. Os três concorreram nas últimas eleições para os cargos de deputado estadual e federal.

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Rafael Yonekubo exibe fotos com o presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais. — Foto: Reprodução/Instagram

Por g1 MT e TV Centro América

Os bolsonaristas Rafael Yonekubo, Analady Carneiro e Adavilso Azevedo, moradores de Cuiabá, estão entre os alvos da operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (15). De acordo com a Justiça, eles estão entre os investigados por patrocinar atos golpistas contra o resulta dos urnas. Yonekubo e Analady participavam de atos em frente a quartéis na capital.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os nomes dos alvos não foram divulgados pela Justiça ou pela polícia. O g1 apurou que são mais de 100 mandados em todo o país, entre busca e apreensão e prisão, sendo 20 no Mato Grosso.

Quem são os alvos

Rafael Yonekubo participava de atos antidemocráticos em Cuiabá. — Foto: Reprodução/Instagram

Rafael Yonekubo foi candidato pelo PTB e está, conforme a Justiça Eleitoral, como suplente na próxima gestão da Assembleia Legislativa.

Em seu site, Rafael se apresenta como co-fundador do “Movimento Direita Mato Grosso” e “principal organizador de carreatas, manifestações e caravanas para Brasília” e ações em apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

À TV Centro América na sede da PF, Rafael Yonekuno informou que teve dois celulares apreendidos. Sobre ser alvo da ação que investiga financiadores dos atos, disse que é ativista político e participa das manifestações em frente à 13ª Brigada do Exército, na capital, mas que não financia o movimento.

Analady Carceiro postou nas redes sociais foto em ato antidemocrático em Cuiabá — Foto: Reprodução/Instagram

Analady Carneiro da Silva tem 52 anos e é advogada. Nas últimas eleições, concorreu ao cargo de deputada deferal pelo PTB. Também nas redes sociais, exibe postagens antidemocráticas em que questiona o resultado das eleições e a atuação de Alexandre de Moraes. Procurada na sede da PF pela TV Centro América, não aceitou gravar entrevista.

Adavilso Azevedo compareceu à PF, em Cuiabá, nesta quinta-feira (15). — Foto: Eunice Ramos/TV Centro América

Adavilso Azevedo da Silva tem 43 anos e é militar reformado e caminhoneiro. Também concorreu a deputado estadual pelo PL e, conforme a Justiça Eleitoral, é suplente na próxima administração. Nas redes sociais, se identifica como “mobilizador das carreatas e motociata” e tem foto com Bolsonaro.

Também à TV Centro América na sede da PF, negou que tenha ajudado a financiar os atos antidemocráticos e disse que não foi informado pela PF, até então, sobre o mandado cumprido contra ele.

Mato Grosso e as manifestações golpistas

Mato Grosso foi um dos principais focos de bloqueios antidemocráticos. Após o dia 30 de outubro, a PRF registrou, no momento de maior impacto das manifestações, mais de 30 pontos de rodovias federais interditadas. Porém, desde o dia 22 de novembro, os bloqueios ilegais foram totalmente desmobilizados. Os protestos começaram após o resultado nas urnas. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Jair Bolsonaro (PL) com 50,9% dos votos.

Apesar da recomendação dos Ministérios Públicos Federal (MPF) e Estadual em Mato Grosso (MPMT) para que fosse solicitada a utilização da Força Nacional de Segurança Pública, apenas as forças estaduais atuaram na ação, conforme decisão do governo estadual.

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