A deputada federal Amália Barros (PL-MT) criticou em Plenário, nesta quarta-feira, 19, a fala proferida pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva onde ele classifica pessoas com transtornos mentais como se tivessem “desequilíbrio de parafuso”. A declaração de Lula ocorreu no início desta semana, durante encontro para falar de ações específicas do Governo Federal pela educação e segurança nas escolas.
Destaca-se que, durante a declaração capacitista, estavam presentes o ministro do STF, Alexandre de Moraes, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e diversos outros ministros do Governo Federal. Como consequência do que foi proferido por Lula, Amália fez um aparte no Plenário, onde declarou “total repúdio” às expressões usadas pelo chefe do Executivo.
“Pessoas com transtornos mentais merecem respeito e inclusão, e não serem motivo de piada de um presidente que não faz ideia do que é lutar pelos direitos das pessoas com deficiência”, indignou-se Amália, que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, e membro da Comissão da Câmara com o mesmo tema.
Amália também criticou o fato de Lula relacionar os crescentes ataques em escolas com possíveis transtornos mentais. “O presidente, para piorar, disse ainda que, por conta dessas pessoas com deficiência, a qualquer hora poderia haver ‘uma desgraça’, lamentou a deputada.
Contextualmente, o presidente da República afirmou que dados da Organização Mundial de Saúde apontam que ao menos 15% da população mundial percebe algum tipo de transtorno mental e que, se esses números se aplicassem ao Brasil – um país de duzentos milhões de habitantes –, significaria que 30 milhões de pessoas teriam o tal “problema de desequilíbrio de parafuso”.
