Por: Assessoria Sandra Carvalho
“Eu tinha 18 anos quando comecei a engordar. Chegou um momento em que comecei a adquirir peso muito rápido por ter uma vida muito atribulada, eu não tinha tempo de fazer atividades físicas”, relata, lembrando que passou por vários tipos de tratamento, por diferentes especialistas, emagrecia, mas voltava a engordar. Chegou a perder cerca de 13kg em uma das tentativas.
Juliana atingiu o auge da obesidade com 40 de IMC 40. “Depois dos meus 30 anos, eu fui engordando muito mesmo, desproporcionalmente, e foi onde começaram a aparecer as doenças”, conta a professora, que chegou a ficar pré-diabética, com gastrite, e inclusive anemia perniciosa.
Juliana lembra que naquele estágio sua autoestima estava baixíssima. Por ter uma estatura bem baixa, não encontra mais roupa para se vestir. “Eu me sentia muito mal, principalmente porque sofria muito bullying. E não adianta a gente dizer que não, porque sofre. As pessoas olham para a gente de uma forma diferenciada”, lamenta.
Certo dia a professora foi fazer uma endoscopia justamente para ver essa questão da gastrite e outros incômodos no estômago, quando foi atendida pela gastroenterologista e endoscopista Nívea Santos. “Foi quando eu perguntei a ela sobre a bariátrica”, relata Juliana.
O tratamento com vistas à cirurgia bariátrica teve várias fases. A professora é alérgica, tem asma e várias outras complicações advindas da obesidade. Então, sob orientação da médica, Juliana passou por endocrinologista, psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta, cardiologista, anestesista.
De posse de todos os laudos, exames pré-operatórios, Juliana passou pela cirurgia bariátrica no dia 26/10/2019. “Um ano e seis meses depois eu posso te dizer que a minha vida é outra. Hoje estou com 43 kg, perdi praticamente metade do meu peso, os exames que eu sempre faço para acompanhamento estão sempre normais. A minha anemia, por incrível que pareça, está controladíssima. Eu não tive mais problemas de dores nas pernas, principalmente quando eu caminhava”.
A professora conta que agora está com a autoestima lá em cima e que hoje usa manequim 34. “Então a minha vida só melhorou com a cirurgia bariátrica”, afirma, observando que a recuperação foi tranquila, que faz o tratamento regular com a Dra. Nívea Santos, toma os medicamentos de acordo com a prescrição e leva uma vida normal. “Então a minha vida mudou em 100%, eu posso dizer que nasceu uma nova Juliana após a cirurgia”.
Sobre a cirurgia bariátrica
Dra. Nívea Santos explica que a cirurgia bariátrica é um procedimento que reúne um conjunto de técnicas de diminuição do estômago destinada à redução de peso de pacientes com obesidade. O procedimento é feito quando o tratamento clínico não causa mais efeito. Além disso, é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina.
“O método é destinado ao tratamento da obesidade e das doenças agravadas pela doença ou associadas ao excesso de gordura corporal. De forma geral, a cirurgia bariátrica é considerada como uma alternativa segura de tratamento para obesidade”, esclarece a especialista.
A ressalva, observa a médica, aparece quando o paciente pensa na redução de estômago como primeira alternativa para perder peso, descartando a importância da dieta e da atividade física.
Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a cirurgia é indicada para pacientes com índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 40 ou IMC entre 35 e 40, com pelo menos duas complicações relacionadas.
