Uma atividade perigosa, mas lucrativa. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não precisa de especialização, basta seguir as regras e garantir a segurança dos animais.
O objetivo da produção é a extração de veneno das serpentes para a posterior comercialização com laboratórios farmacêuticos, que utilizam o material para fabricar medicamentos.
A grama do veneno de jararaca, por exemplo, vale cerca de cinco vezes mais que o grama do ouro enquanto o grama do outro é cotado a cerca de R$ 72, o grama do veneno vale aproximadamente R$ 300. O que pode proporcionar uma renda mensal de 8 mil.
A domesticação de serpentes pode ser feita após a autorização do Ibama. Especialistas explicam que o primeiro passo é encontrar uma área rural, é proibido criar cobras venenosas na cidade. Cada uma tem, em média, 15 filhotes por ano e sua alimentação é feita com base em animais de pequeno porte (como ratos, por exemplo).
A extração de venenos de cobra é feita com a “serpente anestesiada”. Depois que ela fica cerca de quatro minutos em um galão de gás carbônico, adormece. Então o veneno é retirado durante quatro minutos, pois em cerca de cinco minutos a cobra já volta a sua atividade normal.
