eve início na manhã deste sábado (23/9), em Cuiabá, as entrevistas de aferição racial, última etapa de classificação do concurso que seleciona servidores para a Defensoria Pública de Mato Grosso (DPMT). Ao longo do dia e na manhã de domingo (24/9) a Comissão Especial de Avaliação de Heteroidentificação ainda espera entrevistar outros dos 79 convocados.
O não comparecimento à entrevista não exclui o candidato do certame, apenas o coloca na lista de classificação geral.
A comissão, composta por três profissionais da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), com comprovada atuação e notório saber na área de representatividade racial, faz a avaliação com base nas características fenotípicas dos candidatos inscritos para concorrer no sistema de cotas, tais como, a cor da pele, traços faciais e tipo do cabelo.
“A nossa verificação, chamada de heteroidentificação, hetero significa o outro, consiste em verificar se a autodeclaração do candidato procede ou não. Nós validamos, ou não, o que o candidato informou no ato da inscrição. Nossa função não é rotular ou identificar o candidato como preto ou pardo, mas confirmar se a autoavaliação, já feita por ele, procede”, explica o integrante da Comissão, Douglas de Carvalho, que também integra a Comissão de Igualdade Racial da OAB/MT.
As entrevistas foram todas gravadas, por áudio e vídeo, após os candidatos apresentarem o documento de identificação individual, o RG. Após entrar na sala de entrevista, cada procedimento durou de cinco a sete minutos. “A fase é rápida e bem tranquila. Pela minha experiência em diversos certames, a maioria dos candidatos que se apresentam, de fato, possuem as características que os definem como se autodeclaram, pretos ou pardos”, informa Douglas.
Resultado – A previsão é de que o resultado preliminar das avaliações seja publicado no Diário Oficial de terça-feira (26/9) e que a classificação final do concurso seja divulgada no dia seis de outubro.
Para o candidato Amarildo da Arruda Assumpção Silva, 45 anos, pai de duas meninas, até o momento as fases do concurso foram tranquilas e a expectativa, agora, é pela conclusão do processo e por sua convocação. Ele concorreu pela vaga de analista de sistema, para qual a Defensoria Pública oferta o maior número de vagas: 18 das 28.
“Estou na expectativa da vaga de concurso por segurança, pelo plano de carreira e carga-horária da Defensoria Pública, que são muito atraentes. Trabalhei a minha vida toda na iniciativa privada, porém, sempre atendendo entes públicos como Prefeitura, Executivo Estadual e outros. Atualmente atendo à MTI, com vínculo contratual, por isso, passei a pensar em concurso”, disse.
A verificação acontece na sala 81 do 8º andar do edifício Pantanal Business, na avenida do CPA, a partir das 8h, para os convocados para entrevista matutina e a partir das 14h, para os convocados para a entrevista vespertina.
Por Marcia Oliveira
