No Brasil, um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostrou que mais de 50% das gestações não planejadas resultam da falha de anticoncepcionais de uso contínuo.
Neste contexto, uma nova opção de anticoncepcional que vem ganhando espaço, é o implante contraceptivo. O método funciona após a introdução de um pequeno tubo de silicone no braço, que atuará liberando hormônios na corrente sanguínea, impedindo a gravidez.
Como funciona o implante contraceptivo?
Os implantes são cápsulas, ou bastões, de 4 cm de comprimento e 2 mm de diâmetro, com liberação do hormônio etonogestrel (similar à progesterona, mas produzida em laboratório) de forma regular por 3 anos. A carga hormonal impedirá que os óvulos amadureçam e, portanto, eles não poderão ser fecundados.
Outra consequência da variação hormonal é o espessamento da parede uterina, que dificulta a passagem dos espermatozóides até as trompas de Falópio ou tubas uterinas.
Nos raros casos em que o óvulo é fecundado, ele não consegue se deslocar, em razão da mudança da motilidade tubária. Também ocorre a atrofia do endométrio que evita a implantação de um possível embrião.
Quais são as vantagens do implante contraceptivo?
Este método é considerado bastante prático, pois dispensa a necessidade do uso diário de remédios e de preservativos durante o ato sexual (como método contraceptivo). Além disso, algumas vantagens mencionadas são:
– Alívio de cólicas e outros desconfortos da menstruação;
– Redução da tensão pré-menstrual;
– Redução da menstruação, principalmente para mulheres com fluxos intensos;
– Não age sobre os sistemas gástrico e hepático;
– Duração longa (3 anos);
– Diminuição de doença inflamatória pélvica;
– Previne a gravidez com óvulo fora do útero (ectópica);
– Alta eficiência e pode ser retirado a qualquer momento, os níveis hormonais voltam ao normal em alguns dias.
Alguns efeitos colaterais costumam ocorrer nos primeiros seis meses do uso do medicamento, até que o corpo se acostume com o novo equilíbrio hormonal.
Outras informações
Vale frisar que o implante contraceptivo não oferece nenhuma proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Assim, o uso de preservativos ainda é indicado. O implante deve ser realizado em uma clínica e por um médico de confiança.
O procedimento é simples e conta com uma anestesia aplicada na pele no local da inserção do implante. A retirada também deve ser feita por profissionais e é realizada com um pequeno corte.
Nenhum método é 100% eficaz, no caso do implante as maiores chances de falhas acontecem caso o procedimento não seja realizado no 5º dia após a menstruação, ou caso a mulher faça sexo desprotegido nos primeiros 7 dias após o procedimento. Isto ocorre porque os níveis do hormônio no sangue ainda podem ser inferiores ao necessário para impedir a gravidez.
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