O presidente do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) e vice-presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso, Frank Rogieri, esteve na tarde desta terça-feira (25.04) na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em busca de auxílio para destravar a exportação da madeira brasileira.
Frank solicitou apoio da agência – que atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira – para realização de uma força-tarefa junto ao Ibama e ao Ministério do Meio Ambiente com a finalidade de liberar os contêineres de madeira que estão parados há meses nos portos brasileiros, aguardando análise dos processos pelos órgãos federais ambientais, antes de serem embarcados.
“Há uma demora na liberação dos contêineres nos portos, especialmente os do Sul do Brasil. Tem contêineres parados há 5 meses, e isso traz problema de fluxo de caixa para as empresas e de credibilidade junto aos clientes sobre a nossa capacidade de entregar a mercadoria vendida. Há uma superlotação dos armazéns com madeiras e os principais deles, não querem mais receber o produto. O Brasil perde com isso”, destacou o presidente do FNBF.
Só para ter noção da dimensão do problema, até março de 2022, Mato Grosso apresentou queda de 30% nas exportações de madeira. Sem vender no mesmo ritmo do que em anos anteriores, há impactos para toda a cadeia produtiva, além da iminência da redução de postos de trabalho com a queda da produção.
De janeiro a março de 2023 foram movimentados US$ 31,6 milhões em exportações de madeira. No mesmo período do ano passado foram US$ 44,87 milhões. A maior parte dos embarques passaram pelo Porto de Paranaguá (PR).
Além deste tema, Frank também discutiu apoio para que o BNDES melhore as condições da linha de crédito aos exportadores de madeira, com juros mais acessíveis e prazo maior de pagamento.
“Os juros cobrados da ACC (Antecipação de Contrato de Câmbio) são em cima de dólar estão inaplicáveis, com 12,5% de juros e mais 1,5% de flat. Precisamos de linhas mais acessíveis e com melhores condições e tornar a exportação da madeira mais competitiva. É inadmissível que o Brasil detenha a maior florestal tropical do mundo e participe apenas com 2% do mercado exportador”.
